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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

POEMA DIAMANTES

DIAMANTES

Histórias mirabolantes

Estão na literatura que conhecemos

Dos cobiçados diamantes

No fundo são as pedrinhas

Que príncipes oferecem a princesas

Também reis ofertavam a amantes

Tudo jogatinas

Em reinos distantes

Polícias, ladrões, espiões, traficantes

Muitos cifrões

Num mundo de burlões

Parece tudo organizado

Num meio de muitas confusões

Para Diamantino, disseram um dia

Num país em guerra

Tudo o que vês é pedra

Não uma pedra qualquer

Esquece, mesmo que tropeces

Numa mais brilhante

Porque tudo é diamante

Nenhuma vês

Pode estar a espionagem

E faz-te a folha de vez


Visitando um museu

Foi como pisasse o chão, o que comoveu

Mais tarde alguém, Diamantino esclareceu

Gananciosos compravam todas as pedras

Que as guerras sustentavam

Porém uma parte

Sendo de diamante, não tinha quilate

Desfaziam-se por entre dedos num instante

E a guerra continuava incessante

Ninguém percebia, só porque tinham goela

Proibiam-se animais de capoeira

Talvez disfarçando qualquer asneira

Porque havia discriminação

Julgava-se que para a vida inteira

E os diamantes

Reluzentes, os verdadeiros

Embarcavam para mundos inteiros


Daniel Costa