domingo, 11 de maio de 2008

ESQUADRÃO 297 EM ANGOLA - 16

A MONTANHA E A CIDADE

Além, da montanha onde o comboio, Gabela - Porto Amboim, fazia trajectória, outra de menor altitude, bem visível da cidade que, para o Onofre, ficou como indelével marca da capital do Amboim.
Aquela montanha, juntamente com o cultivo do café, que marcava a grande riqueza da própria cidade da Gabela com muitos "arimbos" em redor, dignos de nota, visto que, mesmo um militar atento, não podia de deixar de admirar e até fixar para uma aprendizagem de futuro, tendo em conta não estar a fazer carreira no exército.
Contribuía também para essa riqueza a forma de alimentação da flora do café, Era feita por meio de folhas dentadas das muitas árvores, que se encontravam plantadas entre os cafeeiros. Estas, caíam no chão, desagregavam azoto e outras substâncias que iam caindo até á raiz das plantas, alimentando-as.
Na altura a população do Amboim, que se estendia por uma área de 9.879 quilómetros era recenseada em 3.076 homens civilizados (leia-se brancos) e 92.176, não civilizados.
Dos não civilizados, alguns também possuiam os seus "arimbos", com plantações de cafeeiros cujo produto de inferior qualidade, no fim era vendido aos vizinhos brancos.
A explicaçao para a inferioridade era a de, os respectivos agricultores não se esmerarem na de manutenção do cultivo. O que a terra dava bastava-lhe para o sustento, pelo que após a venda gozavam o produto monetário, sem outra preocupação do que esperar nova colheita em safra, que apenas o ritmo do tempo haveria de trazer.
Não esquecendo, que o Esquadrão se regia, sobretudo pela actuação militar. Continuavam porém outras sagas, como a das Madrinhas de Guerra, em grande parte objectivando a sua "promoção, como então era voz corrente, cujas podiam almejar ao namoro, o que muitas vezes aconteceu.
O Onofre chegou a receber correspondência de dezassete. Por cada uma que deixada de escrever, o que estava constantemente a acontecer, era mister arranjar duas. Não obstante a Ana Zé, com a juventude dos seus dezasseis anos, com muitas cartas a trazerem alguma conversação sobre lições do liceu que, frequentava, eram de um sabor inebriante, ao serem lidas e relidas com toda a atenção.
O jogo de cartas acabara, definitivamente, as amizades mais próximas, mercê de novo enquadramento, os interesses haviam mudado, se bem que, os amigos nunca tivessem deixados de o ser.
Foi assim que se verificou uma aproximação de pontos de vista do Onofre com o Soeiro, um cinéfilo nato. Ambos começaram a engendrar o coleccionismo de fotografias de artistas. Ao tempo um homem só se fazia, a fotografias de artistas mulheres, Assim, por questões económicas, cada um dos consórcios escrevia a uma vedeta diferente, só depois de uma resposta, o outro avançava com a solicitação.
As moradas eram extraídas, normalmente de uma publicação semanal em revista, chamada PLATEIA , era muito acessível e tinha secção própria de moradas de agentes de artistas a actuar em espectáculos ou a editar discos, onde estavam sedeados os contactos.
Acrescenta-se, para indicar ter o mesmo periódico também secções para os mais variados pedidos, como de namoros, trocas de correspondência, onde em grande parte se incluíam Madrinhas de Guerra.
Enfim, corriam outros tempos!...
Só a vinte e três de Abril, chegou a vez de Onofre entrar de cabo da guarda ao paiol situado, obviamente num descampado, perto das traseiras do aquartelamento.
O serviço era efectuado por um grupo de três elementos, composto por outras tantas praças, uma delas um cabo a comandar a força, que se revezava diariamente, um dos quais aproveitava a noite para a passar no "muceque" onde tinha a lavadeira namorada.
Nesse serviço e em todos coube ao Onofre a primazia, depois era norma este voltar de madrugada.
Mais tarde o estado de graça, iria mudar como se verá.
Nessa altura já o Capitão Alves Ribeiro, tinha reunido todas as praças em formatura, mostrando-lhe o seu apreço e ao mesmo tempo falar do tema "mulheres lavadeiras". Ao contrário do que podia estar nas mentes. o comandante só alertava para a possibilidade de haver desacatos, porque era evidente que em muitas "sanzalas", o dono da casa nunca era visto, ficava voluntária e temporariamente desalojado.
Na alocução ficou dito que, apesar de tudo se viesse a haver algum ferimento, ficaria muito desapontado se acontecesse a algum militar, cujo podia sempre contar com o seu empenhamento pessoal.
Como é evidente, todos se congratularam, porque foi ditada a pena de não poder distribuir uma pistola, para acompanhar sempre cada militar.
Onofre que, se fazia acompanhar de um granada ofensiva, material de guerra que contra as regras, só viria a entregar no Grafanil, no fim da comissão, sem revelar o segredo, concluiu que agia acertadamente.
Os dias de folga eram sempre passados alegremente, das mais diversa formas, mesmo numa cidade que só tinha uma sala de cinema a funcionar apenas um dia da semana que, era de festa e um só café e um só café a trabalhar, para a tropa havia muito para entreter, até os dias em que se alinhava, em tarefas exteriores eram salutares, sobretudo nos fins de semana pois havia o A.R.A. onde se efectuavam bailes.
Era dali que emanavam os desportos, como o basquebol e outros, de que aquele clube, mercê do recrutamento no Esquadrão, passou a vencer tudo em que entrava.
Além, de muitos outros de grande qualidade, no 297 estava um dos grandes basquebolistas do Benfica de Lisboa, cuja mobilização interrompeu a carreira. Ainda havia o Sporting Clube do Amboim, também a beneficiar de grandes jogadores sedeados no Esquadrão da cidade.
Estar de ronda, um sargento a comandar, coadjuvado por um cabo e um soldado raso, serviço de vinte e quatro horas, dava para correr a cidade e aldeias de "sanzalas" periféricas, parar aqui, além e por aí fora.
Em dias de cinema, ou outros eventos, a ronda militar, era-lhe também destinado. Assistia-se à exibição de filmes, sempre de pé, nas alas laterais. Vários acontecimentos, lúdicos atraiam o tipo de serviço, que tudo procurava controlar com a sua presença.
Assim, se podia ir reparando no facto de estes acontecimentos serem apenas destinados a brancos. Os pretos presentes, serviam apenas nos serviços inerentes.
Chegados a trinta de Abril, um pequeno grupo, onde se incluía o Onofre, foi em socorro de um Jeepão que, emanando do Esquadrão, fora de serviço a Quibala e no caminho voltara-se.
Depois de tudo resolvido, só já na manhã de um de Maio, se deu o regresso ao aquartelamento, com duas grandes lebres, primeiro encandeadas com a luzes, a seguir caçadas com o rodado.
No mesma noite, depois de cozinhadas em pitéu à moda africana, foram servidas em verdadeiro banquete aos apanhadores e amigos mais próximos.
A onze de Maio, uma brigada com a inclusão do Onofre, foi destacada para recolher areia, objectivando obras no aquartelamento. Passando na possessão de um agricultor branco, este ofereceu um agradável lanche a todo o pessoal.
Num serviço de ronda, que tinha saído por escala a integração do Onofre, foi apanhado um delinquente, em virtude de ter rapinado setecentos Angolares a um colega do Esquadrão. Como mandavam as regras, fez-se a entrega do rato ás autoridades de policia local, sendo feita a recuperação. Estava-se a dois de Junho de 1963.
No Domingo seguinte, dia dez, veio à Gabela o Capelão, que estava no comando geral em Novo Redondo, celebrar missa por alma do primeiro defunto registado no Esquadrão, morto em combate, cujo corpo ficara a jazer no cemitério militar de Muxaluando. Voltou a registar-se uma jornada de grande consternação.
Em dezassete de Junho, assistiu-se a um jogo de futebol, num campo junto ao "muceque" do Aricanga entre a equipa local e a Cavalaria, tendo ganho obviamente, a tropa por 3 a 1.
A dezanove houve a visita do Comandante Militar do Sector, Brigadeiro Schult, ao Onofre coube integrar o núcleo de militares, que no pequeno aeroporto, guardava o avião que transportava a comitiva, pelo menos evitou o incómodo que é a presença, em formatura numa Guarda de Honra.
No âmbito das habituais festas da cidade da Gabela, houve uma oportunidade de poder assistir-se à exibição de um grupo folclórico, composto por nativos, que interpretaram modas portuguesas e angolanas, mostrando uma boa performance -se. Na sequência, além de muitas actividades lúdicas, assistiu-se a um encontro de basquete entre a Mocidade Portuguesa Feminina e a Masculina.
No dia sete de Julho, Onofre, foi convocado para integrar um grupo pertencente a um pelotão de nativos que, vindo do quartel de Nova Lisboa, estava presente no improvisado alojamento, adido ao Esquadrão.
Só o alferes era branco, de modo que sendo de praxe ter a companhia, nos serviços de um cabo com quem dialogar, assim acontecia.
Saiu-se de madrugada numa missão denominada de psico social. Estava muito frio, não obstante isto passar-se em África. O alferes já habituado, seguia agasalhado com uma manta, conselho que deixou.
Depois tudo correu bem, actuou-se na "libata" (quinta) do Nhuma, a razoável distância da cidade, depois de hasteada a Bandeira Portuguesa, com os dois brancos a fazerem de enfermeiros e psicólogos, ministrando vários medicamentos e verificando que aí o português, era uma língua ainda não assimilada, o que já deixara de ser estranho.
Por fim os titulares "Libata", sempre presentes, mandaram servir uma óptima churrascada, verificando-se que os militares pretos, tropa de segunda, como constava da própria lei militar, tiveram de comer espalhados pelo soalho da sala.
No dia seguinte, o Onofre foi chamado ao capitão, o que nunca constituíra problema para o visado,
Mais uma vez, a convocatória trazia bons augúrios, foi dito:
- O nosso alferes gostou da tua companhia e pediu-me para seres sempre tu a ir com ele, pensei que não te importarias e dei o meu aval. Houve cordialidade, ainda que vinda de um Comandante formado na Cavalaria, parecia elogiosa.
O Onofre por mais três vezes desempenhou com agrado aquelas funções, porque terminavam sempre com a inenarrável churrascada africana e jamais esqueceu a manta, para se agasalhar, nas frias madrugadas daqueles sítios.
No dia dezoito de Julho, o Onofre assistiu a uma sessão de cinema no Salão do "muceque" Aricanga, frequentado apenas por indígenas, onde os militares brancos, da classe de praças, passavam sempre alheios a qualquer tipo de descriminação. Foi exibido o célebre filme espanhol "A Rapariga das Violetas", com Sarita Montiel.
Chegava-se ao fim de Julho de 1963 e era voz corrente, ir formar-se um novo esquadrão a partir de todas as unidades do 350 e outro do 345, comandado pelo Tenente-Coronel António de Spínola, também no Sul, a que afinal tinha pertencido o grande 297, ainda no quartel de Estremoz.
Dos dois cabos especializados em metralhadoras pesadas, dizia-se que avançaria um, pelo que o Onofre, apesar de ser o mais antigo, como indicava o número, não duvidava que, a ser assim, por razões particulares de estratégia, seria o designado para outra grande aventura.
A vinte e três, realmente, foi substituído no paiol, onde tinha entrado de serviço, por ter sido escolhido para o tal esquadrão eventual 350, destinado ao território da Lunda Norte.
Na altura o comandante do Esquadrão viera a saber que em todos os serviços ao paiol era recorrente, haver quem se desenfiasse,
Reuniu todos em formatura, os que ficavam seus comandados para os informar que, a partir daí, qualquer faltoso seria punido.
Sabendo, como a comandante Alves Ribeiro actuava disciplinarmente: Quando avisava, esquecia todo o passado, daí para a frente era como "S. Vicente não perdoa a são nem a doente", ouvindo um cabo "tipo chico esperto", ainda com pouco tempo de Esquadrão, com tarimba de cidade dizer que, não seria bem assim, o Capitão não podia ver tudo.
Ao mostrar tanta insensatez, mesmo depois de aconselhado, acabou por ser o primeiro, quiçá o único, a apanhar os respectivos dez dias de prisão, cujos efeitos em clima de guerra, só se faziam notar, no acto de receber o pré, visto esses sairem brancos, para o efeito
Daniel Costa – in JORNAL DA AMADORA

16 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
daniel
deixa-me apelidar-te de,
pedro vaz de caminha,
da colonial . . . guerra,
,
abç,
,
*

Carla disse...

pois, porque de facto em guerra estar na prisão nem seria o pior dos males
boa semana
bjs

daniel disse...

poetaeusou

Confesso ter ficado lisongeado, até fui reler o texto. Está em editoras à espera dum sim, mas lutando a esperar certezas.
Obrigado.
Daniel

rosa dourada/ondina azul disse...

Que bela descrição da forma como se vivia naquele tempo e nas condições que eram possíveis.

Boa semana,

daniel disse...

Carla

Preferível a guerra do que a prisão. Pensava assim.
Muito mau era, quando vinham os Angolares e 30 dias estavam transformados em 20.

B.
Daniel

daniel disse...

Olá Rosa

Tentei realçar esse facto.
Tam se começava a dar a libertação de muitos jovens portugueses. Por exemplo, o cabo Onofre!
Retribuo desejos de boa semana.
Daniel

Lyra disse...

Hoje estou muito bem disposta, por isso quero apenas partilhar esta emoção deixando aqui um grande beijinho. Quero desejar-te uma excelente semana e agradecer as palavras e amizade que tens depositado no meu...caos.

Até breve!

;O)

NAELA disse...

Daniel as vicissitudes de uma tempo que merece ser lembrado!
Lendo o teu texto fico a par de uma realidade e de pessoas que ao longo do teu percurso foram personagens importantes para este crescimento!
Beijo

DelfimPeixoto disse...

Continuo a achar que mereces editar o que escreves
Abraço

Mac Adame disse...

Interessantíssimo. Pena que não possa agora ler o que está para trás. Mas fá-lo-ei um destes dias. Cumprimentos e boa sorte para essa tal possível publicação.

daniel disse...

Olá Lyra

Move-me o companheirismo, por isso gostei da tua demonstração.
O meu eterno optimismo e um beijo de agrdecimento.
Daniel

daniel disse...

Olá Naela

De facto, aconteceu a lebertação pessoal, que acanlentava. Encarei sempre as cenas da guerrilha como se de aventuras, se tratassem.
Ao reler o diário, donde sairam os créditos, recordei episódios, que me trousseram uma maior emoção.

Beijo
Daniel

daniel disse...

Olá Delfim

Luto e tenho boas referências de especialistas amigos, mas em tempo de vacas magras, tem lugar primordial o mediatismo.

Obrigado
Daniel

daniel disse...

Olá mac adam

Convidadíssimo!
Obrigado!
Retribuo cumprimentos.

Daniel

xistosa disse...

Logo neste post que fiz um relatório cheio de mentiras, não aparece.
Já não consigo reconstituí-las.
É que vivo a cerca de 5 quilómetros da central telefónica e a internete ADSL, quando chega a minha cas já vem com a língua de fora ...
Nada disso, é para respirar melhor.
Raramente atinge 1 kg, não percebo nada destas medidas, nem sei se são gigas, alqueires ou quilos.
O meu filho e que pediu para baixarem a velocidade de downloads e aumentarem a de apploads, será assim?
Todos os dias reclamo, mas fico sem o dinheiro da chamada e o problema mantém-se.
Fui cliente da Via NetWork, agora tem outro nome qualquer, depois passei para a Oni.
Como não me resolviam o problema, passei para a PT.
Tiveram que me aturar durante quase um ano.
Substituiram umas caixas num poste.
Modificaram as linhas duma caixa subterrânea.
Eu substituí todos os fios por cabo e tomadas não sei quê, RJ 25 ou 45 e no fim, consegui apanhar-lhes uma carta em que confessavam que não conseguiam fornecer a mais do que 1, (UM não sei quê).
Foi a maneira de lhe dar com os pés e passar para a Clix, que são a mesmíssima coisa, mas, sendo roubado, é em menor escala.
Constantemente está a cair o sinal.
Quando enviei o comentário, reparei que demorava a aparecer a indicação, mas como isto é chinês para mim, e aos 61 anos não vou aprender, não liguei.
Agora já não consigo refazer o que escrevi, mas resumidamente:

O café angolano não pode apanhar sol directo, só se dá na mata, ao contrário, por exemplo do brasileiro.
O café angolano é forte, mas tem cor fraca, mais parecendo água de lavar chávenas.
O brasileiro é escuro, não sendo tão forte, mas é mais aromático.
Já o de Timor, talvez o melhor do mundo e o de S. Tomé ... se é que ainda o há, também não tinham rivais.
Até o cacau angolano, que era produzido em pequena escala, era superior ao dos outros países africanos, principalmente o Gana e a Costa do Marfim.
O difícil mercado do cacau para os produtores est´ainda mais ameaçado por políticas como aquela praticada pela U.E. que pretende que 5 % da manteiga de cacau dos chocolates seja substituída por outras gorduras vegetais.
Nunca compreendi o porquê.

Quanto ás lavadeiras, eram "armas para todo o serviço", prestaram inestimáveis serviços.
Só um áparte.
Sabe como se lavavam?

Tinham locais próprios nos rios, que os homens, pretos, não iam.
SE descobrissem uma ponta de cigarro mudavam de local.
Eram locais só delas ...
Ás vezes ... quando iamos à caça, "sem querer" entrávamos dentro de água ...
O melhor e mais disputado sabonete, era um sabão tipo "Clarim", que ia de cá, o "TV", que era perfumado.
O Clarim era o 2º.

Alguma vez atravessou um cafezal em flor?

Até dava dor de cabeça, tal a intensidade do cheiro da flor do café, que era branca.
Tentei fazer perfume mas não tenho habilidade para essas artes.

Vou continuar a leitura, antes que fique com bolhas nos pés ...

Malditas letras ...

daniel disse...

xistosa

Aqui em Lisboa creio que não acontescem coisas dessas e estava em crer, que nãa havia disso. A Net só tenho há ano e meio, a mesmo está na tele 2, não há razão de queixa, mas o PC já era do século passado e tendo muito cedo ideado a nova técnologia, só o fiz há ano e meio, depois de passar três vezes a casa da filha ver se conseguia andar com isto.
Um AVC daqueles que não deixa ninguém para contar como foi, não me levou por milagre, se acreditasse neles.
Do Santa Maria entregara-me à família, com uma liasta de lares próprios, para passar o resto dos dias em estado terminal. como já passou, há dois meses apareceu recuperada a sexualidade.
Conto mais seis e não temos de nos considerar velhos, basta ver certos políticos. Depois da tua idade estou a escrever mais dois orignais!
Não sabia omo se lavavam as garinas, o certo é não andavam porcas.
Conheci a flor do cafeeiro, pois que faziamos guarda aos bailundos. O café dos Dembos era bom, bebi só uma vez e nunca mais dormi. Julgo saber que lá secavam-nos estendido em grades espaços.
Aprendi mais contigo, e pasa sempre, dás prazer.

Daniel