SELOS PERFURADOS
A perfuração dos selos postais, deriva de uma necessidade por parte das empresas, que moviam um grande volume de correspondência, poderem controlar a utilização, evitando desvios.
Deste modo que, uma vez obtida a autorização dos Correios, procediam ao acto de perfurar os seus selos, normalmente com as iniciais das palavras que constituíam o nome da empresa.
Até há pouco, só alguns filatelistas, sobretudo em Portugal, davam importância aos perfurados. No entanto, actualmente aparecem bastantes aficionados a especializarem-se, neste segmento.
Os selos perfurados aparecem em vários países. Em Portugal criaram-se bastantes variedades, a mais comum, na minha opinião, é o que ostenta a iniciais da desaparecida Companhia União Fabril – C.U.F. que deu origem à Quimigal do Barreiro, no estuário do rio Tejo.
Existem portanto abundantes campos, onde encontrar material, para quem desejar aprofundar o tema.
Não obstante, os selos perfurados sobre carta serão mais raros de encontrar, embora possua um fragmento de envelope, ostentando um selo com este tratamento.
Provêm de uma carta da empresa “J.M. Guimarães & Cª.”, dirigida a St. Etienne, Fraca, franqueada com um selo de 50 Réis D. Carlos, tipo Mouchon, que figura no catálogo Afinsa com o número 133, com obliteração do Porto.
As letras, que não aparecem muito visíveis, formam exactamente as iniciais da empresa remetente: “JMF/GMG”.
Para termar direi, que pela minha pesquisa, esta perfuração não será muito vulgarizada, pelo que deverá ser tida em muita conta.
Daniel Costa
(Retrovertido do texto em espanhol, da Crónica Filatélica, editada em Madrid pela Afinsa. Inicialmente foi escrita em português e depois traduzida em Espanha. Foi destruída a cópia, como foi habitual, durante doze anos de regular colaboração).
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
SERVIÇO DE FILATELIA - II
ERRO SINGULAR
Há pouco um amigo, filatelista meu conhecido encontrou, num lote de usados, um selo muito mais pequeno da série base D. Dinis, muito referenciada como “cavalinho”, que durante muitos anos circulou em Portugal.
O possuidor detectou-o sobre papel, quando se dispunha a ordenar os selos, depois de lavados. Pode verificar que, realmente era mais pequeno do que o normal, no entanto não estava seguro se o poderia considerar um verdadeiro erro.
Depois de o analisarmos bem pude verificar que, de facto se tratava de um erro genuíno.
Sendo, a cotização do normal muito baixa, a peça em questão deve ser considerada de importância. Pode ver-se o denteado da esquerda, parece diferente dos outros lados, no entanto comprovada a própria peça pode ver-se ser o carimbo que obstruí a visão do denteado, o que inclusive serve para demonstrar a autenticidade do erro de fabricação.
Há realmente uma acentuada diferença de tamanho, entre o errado e o normal, que tem o número do catálogo Afinsa 770.
CARIMBOS COMEMORATIVOS
Em 1993 a empresa CTT – Correios de Portugal pôs em circulação cerca de cem carimbos comemorativos.
Este número pode considerar-se exagerado, tendo em conta que muitos acontecimentos evocados, não têm a relevância suficiente, que justifique figurar em colecções filatélicas.
Há que considerar ainda, que bastantes deles são de um mau gosto atroz.
No entanto, cabe destacar o último carimbo comemorativo português de 1963, que se utilizou durante a “Mostra Filatélica de Natal 1993 – Concurso de Desenho Infantil”, organizado pelo Lions Clube de Portimão, em 19 de Setembro e que é de singular beleza.
Na minha opinião, é o melhor desenho de carimbo comemorativo do ano, com a particularidade de que mostra o engenho com que os mais novos sabem representar o Natal.
De notar também que, tristemente, junto com os envelopes de franquia paga, para os postais de Natal, produzidos pelos CTT, são os únicos que assinalaram o Natal de 1993.
Daniel Costa – in revista CRÓNICA FILATÉLICA de Fevereiro 1984, texto em espanhol, editada em Madrid pela Afinsa.
Há pouco um amigo, filatelista meu conhecido encontrou, num lote de usados, um selo muito mais pequeno da série base D. Dinis, muito referenciada como “cavalinho”, que durante muitos anos circulou em Portugal.
O possuidor detectou-o sobre papel, quando se dispunha a ordenar os selos, depois de lavados. Pode verificar que, realmente era mais pequeno do que o normal, no entanto não estava seguro se o poderia considerar um verdadeiro erro.
Depois de o analisarmos bem pude verificar que, de facto se tratava de um erro genuíno.
Sendo, a cotização do normal muito baixa, a peça em questão deve ser considerada de importância. Pode ver-se o denteado da esquerda, parece diferente dos outros lados, no entanto comprovada a própria peça pode ver-se ser o carimbo que obstruí a visão do denteado, o que inclusive serve para demonstrar a autenticidade do erro de fabricação.
Há realmente uma acentuada diferença de tamanho, entre o errado e o normal, que tem o número do catálogo Afinsa 770.
CARIMBOS COMEMORATIVOS
Em 1993 a empresa CTT – Correios de Portugal pôs em circulação cerca de cem carimbos comemorativos.
Este número pode considerar-se exagerado, tendo em conta que muitos acontecimentos evocados, não têm a relevância suficiente, que justifique figurar em colecções filatélicas.
Há que considerar ainda, que bastantes deles são de um mau gosto atroz.
No entanto, cabe destacar o último carimbo comemorativo português de 1963, que se utilizou durante a “Mostra Filatélica de Natal 1993 – Concurso de Desenho Infantil”, organizado pelo Lions Clube de Portimão, em 19 de Setembro e que é de singular beleza.
Na minha opinião, é o melhor desenho de carimbo comemorativo do ano, com a particularidade de que mostra o engenho com que os mais novos sabem representar o Natal.
De notar também que, tristemente, junto com os envelopes de franquia paga, para os postais de Natal, produzidos pelos CTT, são os únicos que assinalaram o Natal de 1993.
Daniel Costa – in revista CRÓNICA FILATÉLICA de Fevereiro 1984, texto em espanhol, editada em Madrid pela Afinsa.
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